quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A Infância como o outro que nasce e que nos coloca em questão.

Enquanto relação com a alteridade daquele que nasce, a educação não é apenas o resultado da segurança de nosso saber e da arrogância do nosso, mas ela implica, também, nossa incerteza, nossa inquietude e nosso autoquestionamento. Só assim a educação abre um porvir indeterminado, situado sempre além de todo poder sobre o possível, literalmente infinito. E um porvir infinito implica, justamente, a infinitude da descontinuidade e da diferença, um porvir irredutível à reprodução do Mesmo (LARROSA, 2006, p. 16).

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